quarta-feira, 28 de junho de 2017

LOVE BURNS.

Já perdi a conta das vezes que não ficaste. Não sei se por medo ou por falta de vontade. Talvez seja porque é mais fácil fechar a porta e fugir da confusão da vida para a confusão do quarto. Foges-me à velocidade que o cigarro queima entre os teus dedos. Como fazer-te ficar quando não tenho isqueiro que te acenda, nem sou droga que te vicie? Como não querer que fiques quando sou dependente do teu abraço e ressaco na tua ausência? Ainda tenho tantos segredos para te contar mas acho que nunca vais chegar a saber das alucinações que os teus olhos postos em mim me causam. O desejo ilícito de te ter e todos os efeitos secundários do teu beijo, são a obsessão mais prejudicial que conheço. Não te peço para ficares mas espero que saibas que o que mais quero é que fiques. Já perdi a conta das vezes que não o fiz. Não sei se por medo mas sei que não por falta de vontade. Talvez seja porque me habituei a manter a porta aberta e a deixar fugir quem não sabe se quer ficar. Fumo um cigarro mas és tu que ardes em mim. É o tabaco que mata mas és tu que me deixas assim.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

4 AM

São quatro da manhã. 
Mais uma noite em branco.
Mas o cansaço não chega.

São quatro da manhã.
Mais uma noite no escuro.
Mas a saudade não chega.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Like a ghost.

Saio à rua de ar sério, o sorriso esqueci não sei onde. Os meus olhos, escondidos por detrás do cabelo, seguem o chão que piso com pressa de voltar de novo a casa. À casa que não é minha porque a mim nada pertence, nem eu mesma. Fujo de olhares, finjo ser uma que ninguém conhece e caminho sem tempo para encontros. Depressa, sempre depressa. Com a pressa de chegar onde ainda não sei, onde ainda não sou. Depois de uns quantos passos apressados estou em casa outra vez. Já posso ser. Quem não me pertence, quem não chegou, quem não sou.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O vazio é maior que o amor.

Preocupo-me demasiado em amar os outros. Entrego-me totalmente e esqueço-me de amar também quem sou. Dou tudo e não guardo nada para mim. No final da noite, quando estou a sós comigo, percebo que o vazio é maior que o amor. Mas que faço eu quando todo o amor está nos outros que dormem tranquilamente e eu me perco noite fora à procura da minha própria companhia? A solidão é muito mais do que estar sozinho. Mais do que estar, é não estar e ainda assim sentir-se só. Dentro de mim, o vazio é tão maior que o amor.

terça-feira, 7 de abril de 2015

No sítio errado, à hora errada.

Às vezes estamos no sítio errado à hora errada e acontecem coisas que nos marcam para o resto da vida. Passem os dias que passarem, somos perseguidos pelo medo e um único momento repete-se vezes sem conta na nossa cabeça. Esquecemo-nos do que é dormir sem ter pesadelos e não nos sentimos seguros nem na nossa própria casa. Sofremos em silêncio enquanto os outros andam por aí a acharem-se os maiores e a atormentar mais vidas. Somos nós que lhes alimentamos o ego, ao ficarmos calados e ao permitir que nos derrotem sem dar luta de volta. O medo e a raiva consomem-nos mas mesmo assim não fazemos nada. Mas...podemos fazer alguma coisa? Digam-me. Como acabamos com os pesadelos ou com o medo de sair à rua? Alguém que me diga, porque eu não sei o que fazer.

sábado, 14 de março de 2015

Volta. Sempre.

A vida nem sempre é fácil, pois não? Eu só sei, meu amor, que contigo do meu lado é mais fácil do que difícil. É fácil quando saio pela rua segura pela tua mão, é fácil quando rimos em uníssono, é fácil quando estás. Mas, meu bem, quando não estás…É difícil adormecer, é difícil parar o choro, é difícil calar as vozes dentro da minha cabeça. É difícil…mas eu durmo, eu acabo com o choro e calo as malditas vozes. Porque sei que voltas, sei que vens. Sei que o teu peito será a minha almofada, o teu ombro o meu consolo e a tua respiração o silenciador dos meus fantasmas. Não estás agora e peço-te que não demores. Às vezes fica difícil. Mas contigo é mais fácil. É mais fácil quando voltas. Peço-te que voltes. Volta sempre, amor.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O amor é importante, Porra!

Todos nós estamos aqui por uma razão. Seja ela qual for, quer saibamos ou não qual é. Venho a perceber que nada acontece por acaso. A descoberta da nossa missão pode ser difícil e muitas vezes chega a ser dolorosa. É por isso que existe o amor. O amor ajuda-nos a encontrar aquilo que nem sabemos que procuramos. É por ser tão importante que não devemos deixá-lo para segundo plano. É importante dar importância ao amor. Eu amo e não tenho vergonha. Eu abraço e mimo aqueles que amo e não tenho vergonha. Eu amo a minha mãe, o meu pai, a minha irmã, os meus avós, a minha sobrinha, o meu namorado, a minha cadela, a minha família, os meus amigos…e não tenho vergonha em dizê-lo. É importante dizê-lo e mostrá-lo ainda mais importante é. Não temos muito tempo para o fazer e quando damos por nós é tarde demais. O amor é o nosso guia e devemos seguir o nosso caminho com ele sempre presente. E sempre que nos perdemos, ele nos encontra.